Virginia Massacre by Cho Seung-Hui
Agora eu lhe pergunto, Daniel: alguma vez na história do cinema o assassino morreu antes de matar a vítma? Não, né... Como já dizia Oscar Wilde, "a vida imita a arte". A de Cho Seung-Hui não podia ser diferente, afinal ele queria transformar sua estadia insignificante neste mundo em algo realmente importante. Suficientemente importante a ponto de mudar de verdade a vida de milhares de pessoas. Assim como nos filmes de Hollywood. Cho Seung-Hui conseguiu transformar sua estadia neste planeta. A de milhares de pessoas também. Mesmo que ele pense ser um diretor, a vida não é um filme.
Está certo, a vida não é um filme. Mas é, no mínimo, uma história, um rascunho do roteiro. Sendo assim, Cho Seung-Hui lembrou da atitude do nosso Excelentíssimo Ex-Presidente da República Getúlio Vargas em sua carta de despedida e então proclamou: "deixo a vida para entrar para a história", ao enviar vídeos e fotos suas para a rede TV norte-americana NBC e um texto-manisfesto em tom ameaçador pouco antes de praticar os últimos 29 assassinatos.
[Detalhe 1]
Uma das fotos tem grande semelhança com a cena do filme cult sul-coreano "Oldboy", de Chan-Wook Park, que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2003. Tem gente dizendo que "Oldboy" influênciou o jovem sul-coreano que vivia na Terra do Tio Sam desde os 8 anos de idade e certamente cresceu assistindo a muito mais filmes estrelados por "Leatherface", "Freddy Krueger", "Jason", "Ghost Face", "Hellraiser", "Michael Myers" e serial killers subsequêntes, que "Oldboys" da vida e por isso tenha vibrado com a saída do serial killer de Halloween, do "Big Brother Horror Movie" (Robot Chicken, ou Frango Robô - Adultswim - Cartoon Network).
[Detalhe 1/]
O envio do material para a rede de televisão é uma clara tentativa de garantir o sucesso do projeto "Matar Mother Fuckers Universitários Riquinhos, Suicidar-me e Entrar Para a História" pois caso não gravem o documentário "Tiros em Virgínia Tech" no futuro, a super-exposição na mídia televisiva internacional já é o bastante para eternizá-lo nos anais da história. Não como ele queria, claro. Ao invés de mártir, entrará para a história como mais um serial killer suicida. Pif!
[Detalhe 2]
Como bem lembrou o BlogueIsso, na Segunda Feira, dia do ataque, a Rede Globo apresentou na seção Intercine o filme "Psicopata Americano". Ironia do destino? Seria cômico, se não fosse trágico.
[Detalhe 2/]
Conclusão: Loucura não se explica nem se justifica. Mas... O que foi que eu escrevi acima mesmo? Ah! Loucura pouca é bobagem.
Só pra não dizer que não falei das flores, deixo meus pesares às famílias das vítimas da ira Cho Seung-Hui e desejo Paz para todo o mundo.
Lembrando Geraldo Vandré, termino este texto da mesma forma que comecei.
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Está certo, a vida não é um filme. Mas é, no mínimo, uma história, um rascunho do roteiro. Sendo assim, Cho Seung-Hui lembrou da atitude do nosso Excelentíssimo Ex-Presidente da República Getúlio Vargas em sua carta de despedida e então proclamou: "deixo a vida para entrar para a história", ao enviar vídeos e fotos suas para a rede TV norte-americana NBC e um texto-manisfesto em tom ameaçador pouco antes de praticar os últimos 29 assassinatos.
[Detalhe 1]
Uma das fotos tem grande semelhança com a cena do filme cult sul-coreano "Oldboy", de Chan-Wook Park, que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2003. Tem gente dizendo que "Oldboy" influênciou o jovem sul-coreano que vivia na Terra do Tio Sam desde os 8 anos de idade e certamente cresceu assistindo a muito mais filmes estrelados por "Leatherface", "Freddy Krueger", "Jason", "Ghost Face", "Hellraiser", "Michael Myers" e serial killers subsequêntes, que "Oldboys" da vida e por isso tenha vibrado com a saída do serial killer de Halloween, do "Big Brother Horror Movie" (Robot Chicken, ou Frango Robô - Adultswim - Cartoon Network).
[Detalhe 1/]
O envio do material para a rede de televisão é uma clara tentativa de garantir o sucesso do projeto "Matar Mother Fuckers Universitários Riquinhos, Suicidar-me e Entrar Para a História" pois caso não gravem o documentário "Tiros em Virgínia Tech" no futuro, a super-exposição na mídia televisiva internacional já é o bastante para eternizá-lo nos anais da história. Não como ele queria, claro. Ao invés de mártir, entrará para a história como mais um serial killer suicida. Pif!
[Detalhe 2]
Como bem lembrou o BlogueIsso, na Segunda Feira, dia do ataque, a Rede Globo apresentou na seção Intercine o filme "Psicopata Americano". Ironia do destino? Seria cômico, se não fosse trágico.
[Detalhe 2/]
Conclusão: Loucura não se explica nem se justifica. Mas... O que foi que eu escrevi acima mesmo? Ah! Loucura pouca é bobagem.
Só pra não dizer que não falei das flores, deixo meus pesares às famílias das vítimas da ira Cho Seung-Hui e desejo Paz para todo o mundo.
Lembrando Geraldo Vandré, termino este texto da mesma forma que comecei.
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